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15/04/2006 12:57
rodeios, festas e afins
não, eu não vou escrever um libelo crime-acusatório sobre o título.
até porque, sinceramente, conteria algo de ciúmes, o que de pronto reconheço.
então, trato do tema pela ótica da leveza.
desta leveza, ainda que alienatória ao extremo, que os festejos populares quase sempre carregam.
leveza que se contrapõem à dureza concreta das vidas que ali, na geral, se aglomera, grita, pula e incorpora o cowboy que jamais foi ou será.
uma fantasia.
de tantas outras - eróticas logo me vêm à lembrança - que estas pessoas vivem pela tv.
sim! há fantasia nestes espetáculos.
há catarse, pra lançar mão de uma expressão mais-que-batida, mas ao caso apropriada.
e é tudo muito simples assim.
o que me leva a escrever, entretanto, é que hoje me dou conta, tateando os calos n'alma, que esta espécie de mundo fantasioso a gente cria a todo instante.
sim! a todo instante.
e isso ultrapassa a questão de que a vida é dura.
considero, finalmente, que estas fantasias vêm de encontro há alguma coisa inerente a nós: a vontade de sermos mais, muito mais do que vemos no espelho todos os dias.
e os ídolos prestam-se a este serviço.
ricardo, um fã de tantas coisas quantas você pode imaginar. e, ao mesmo tempo, desentusiasta de outras tantas, o que, vira-e-mexe, faz desanimar aqueles que se atrevem a conviver comigo.
enviada por ricardo
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