é tudo verdade

03/12/2004 09:27
Um poema

Saudade

...
zigue-zagues em demasia
medos em excesso
vozes que gritam, sem nada dizer
mas que, agora, despedem-se
no calor do sempre
no ouvir do nunca
no adeus do que não foi
....


Ricardo Neves, inverno de 2002.

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Uma canção, sublime canção

Cecília

Quantos artistas
Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro

Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras
Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro


Me escutas, Cecília?
Mas eu te chamava em silêncio
Na tua presença
Palavras são brutas


Pode ser que, entreabertos
Meus lábios de leve
Tremessem por ti
Mas nem as sutis melodias
Merecem, Cecília, teu nome
Espalhar por aí
Como tantos poetas
Tantos cantores
Tantas Cecílias
Com mil refletores
Eu, que não digo
Mas ardo de desejo
Te olho
Te guardo
Te sigo
Te vejo dormir

[Luíz Cláudio Ramos - Chico Buarque, 1998]

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Um só, múltiplo amor
enviada por ricardo






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