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04/11/2004 09:35
Fale com ela, Almodóvar
Existem filmes, como esse, que ficam na memória. Que ficam dentro da cabeça da gente pulando pra lá e pra cá. Filmes que vão se revelando aos poucos como uma mulher que dança flamenco. Amo mulheres dançando flamenco: energia, sedução: o escarlate que tanto faz falta nas nossas vidas bestas.
Lembro que o personagem se chama Benigno, e ele sofre.
Sofre porque não é reconhecido pelo outro.
Ah, o outro...
Camus e seu Estrangeiro: condenado porque não teve emoções alinhavadas ao senso comum.
Suas emoções são comuns?
Há quanto tempo você não se apaixona?
Viva, fareje, busque baby...
Comentários
Teve época, meio que recente, em que eu mantinha um blog até que disputado. Eu escrevia minhas neuras lá em forma de verso e prosa. Mais prosa do que verso. Os contos vinham de partos difíceis. Doloridos. Mas amados.
E eu sumi com tudo.
Ctrl + Alt + Del.
Deletei.
Quis esquecer.
Mas ainda guardo os comentários.
Ainda guardo as paixões.
Ainda guardo aquilo que de lá me fez ser o que sou.
O que você guarda aí, dentro de você?
Autocontrole
Acho que tá lá em Romanos ou por ali perto a exortação de Paulo, o apóstolo, de que devemos buscar o domínio das nossas emoções. Não explodir. Não fazer cagada, pra ser mais direto.
Ah! Como é difícil!
A maturidade bem que poderia ter me trazido isso.
Arrisco dizer que ela até já trouxe embrulhada em pacote adornado e tudo -, eu é que na minha mania de não querer ser robotizado, acabo refutando as lições de domínio.
Domínio e sexo, combinam?
Sexo. Quatro letras. Tanto pano pra manga...
Amanhã falo sobre uma menina chata. Hoje não.
Beijabraços coletivos.
Ricardo, o Neves.
enviada por ricardo
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