é tudo verdade

05/10/2004 10:56
“amar ainda vale a pena, pena que dói”

Amar sempre vale a pena, mesmo porque não temos escolha...
Quem já leu o Evangelho de João, em especial o capítulo 13, vê que o verdadeiro amor é aquele que vai até o fim.
Mas o que é o fim?
Ora, o fim depende de cada um, assim como o começo.
O que pode ser fim para a Regina, pode ser apenas o começo para o Walter, e assim por diante...
Meus amados, não há regras quando se trata de amor. Nem mesmo esta de que sempre dói. Não. O amor é algo que fica ali dentro mexendo, re-mexendo, mesmo quando não sai do lugar. Mesmo quando a gente não o expressa, seja em bocas e línguas, seja em poemas rabiscados na contracapa do caderno ou num blog.
Como diz o Caio Fábio: “É Paradoxo!” E é isso mesmo: um ir e vir desnorteado. Daí porque às vezes dá medo. Daí porque a gente acorda pensando nisso, deita pensando nisso tentando explicar tudo e todos, e, por fim, acaba se perdendo no lusco-fusco. Descansemos. Não há resposta: o amor é, assim como Deus também simplesmente é.
Claro que este monte de coisas que eu escrevo não me satisfaz.
Claro que eu também sou só busca.
Claro que eu também – graças a Deus! – sofro por causa do amor.
E sofro porque muitas vezes o amor depende do outro.
Depende do que ele quer, do que ele vai achar. Enfim: depende de uma espécie de afirmação do que a gente traz aqui dentro (beneplácito seria o nome mais apropriado). E isso machuca. Relacionamento machuca, porque é rua de mão dupla (pelo menos os saudáveis).
Machuca tanto que depois de tudo eu aprendi – ou espero ter aprendido – que as pessoas não são como tomates numa caixa. Não, as pessoas têm sentimentos. As pessoas têm as suas expectativas. E muitas vezes eu é que estou ali do outro lado da linha, comandando mesmo sem saber.
Como já disse alguém: Não há inocentes nesta história. Nem eu nem você.
Amemos minha amada Cris.

Beijabraços amorosos do Ricardo, o Neves.

enviada por ricardo






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